segunda-feira, 11 de julho de 2011

No Mato o Bicho Pega - peca do ms

         "No mato o bicho pega" e uma peca teatral que esta sendo desenvolvida pelo grupo teatral liberarte da cidade de Rio Verde de Mato Grosso no Mato Grosso do Sul, ate agora nao passa do primeiro ato (como mostrado no video) e esta sendo difisselimo manter o grupo ja que os membros simplesmente desistem ou sao impedidos pelos pais, estamos precisando mas do que nunca de novos participantes, o grupo que foi criado ainda em abril deste ano esta a beira de acabar por falta de interresse por parte dos membros em participar dos ensaios todos os sabados as nove horas da manha no salao paroquial na frente da igreja matriz, ja estamos vendo um outro horario e um outro local.
       A enrredo se desenvolve em torno de uma discussao dos bichos do pantanal que resolvem faser uma assembleia para decidirem o que vao fazer com o animal humano que ja esta causando muitos problemas.
    

Monstros

           "Tinha chifres de cavalo, nariz de peixe, cabelo de ovo, perna de cobra, rabo de babuino, penas de lagarto e orelhas de jacare."

domingo, 5 de junho de 2011

Tragedia Profana

Duas amigas saem da esola e comecam a discutir religiao

A rosa

No meio do jardim havia uma rosa.. Todas as outras plantas que lá existiam, como as samambaias, os lírios, margaridas, hortênsias, todas elas eram de fato muito bonitas, no meio do jardim, havia uma rosa, Era a única do jardim que enobrecia o cora; ao de quem a fitasse com os olhos, de manha, logo após o orvalho regar aquele jardim.. Ou à noite quando, a palidez da luz reluza os sonhos no véu macio das pétalas daquela rosa. O jardineiro ao cuidar com carinho de cada planta,velha,nova,notou que havia uma rosa no meio do jardim. Nunca mais pode esquecer esse acontecimento na sua vida. Era tão importante para ele que se recordasse daquela pequena planta, que ofereceu seu próprio coração como jardim definitivo para a raiz, o caule, as folhas, os espinhos e as pétalas daquela rosa. Foi eternamente regada de amor. O resultado foi o perfume que a plantinha produziu. A quem tivesse sorte de sentir o perfume, no mesmo momento, já passava a amar eternamente todas as plantas que semeiam o universo inteiro.

a ovelha negra Italo Calvino

A ovelha negra

Esse é um texto para reflexão profunda ....

A ovelha negra

Havia um país onde todos eram ladrões.
À noite, cada habitante saía, com a gazua e a lanterna, e ia arrombar a casa de um vizinho. Voltava de madrugada, carregado, e encontrava a sua casa roubada.
E assim todos viviam em paz e sem prejuízo, pois um roubava o outro, e este, um terceiro, e assim por diante, até que se chegava ao último, que roubava o primeiro. O comércio naquele país só era praticado como trapaça, tanto por quem vendia como por quem comprava. O governo era uma associação de delinqüentes vivendo à custa dos súditos, e os súditos por sua vez só se preocupavam em fraudar o governo. Assim a vida prosseguia sem tropeços, e não havia nem ricos nem pobres.
Ora, não se sabe como, ocorre que no país apareceu um homem honesto. À noite, em vez de sair como o saco e a lanterna, ficava em casa fumando e lendo romances.
Vinham os ladrões, viam a luz acesa e não subiam.
Essa situação durou algum tempo: depois foi preciso fazê-lo compreender que, se quisesse viver sem fazer nada, não era essa uma boa razão para não deixar os outros fazerem. Cada noite que ele passava em casa era uma família que não comia no dia seguinte.
Diante desses argumentos, o homem honesto não tinha o que objetar. Também começou a sair de noite para voltar de madrugada, mas não ia roubar. Era honesto, não havia nada a fazer. Andava até a ponte e ficava vendo passar a água embaixo. Voltava para casa, e a encontrava roubada.
Em menos de uma semana o homem honesto ficou sem um tostão, sem o que comer, com a casa vazia. Mas até aí tudo bem, porque era culpa sua; o problema era que seu comportamento criava uma grande confusão. Ele deixava que lhe roubassem tudo e, ao mesmo tempo, não roubava ninguém; assim, sempre havia alguém que, voltando para casa de madrugada, achava a casa intacta: a casa que o homem honesto deveria ter roubado. O fato é que, pouco depois, os que não eram roubados acabaram ficando mais ricos que os outros e passaram a não querer mais roubar. E, além disso, os que vinham para roubar a casa do homem honesto sempre a encontravam vazia; assim, iam ficando pobres.
Ora, os ricos perceberam que, indo de noite até a ponte, mais tarde ficariam pobres. E pensaram: “ Paguemos aos pobres para irem roubar para nós”. Fizeram-se os contratos, estabeleceram-se os salários, as percentagens: naturalmente, continuavam a ser ladrões e procuravam enganar-se uns aos outros. Mas, como acontece, os ricos tornavam-se cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres.
Havia ricos tão ricos que não precisavam mais roubar e que mandavam roubar para continuarem a ser ricos. Mas, se paravam de roubar, ficavam pobres porque os pobres os roubavam. Então pagaram os mais pobres dos pobres para defenderem as suas coisas contra os outros pobres, e assim instituíram a polícia e construíram as prisões.
Dessa forma, já poucos anos depois do episódio do homem honesto, não se falava mais de roubar ou ser roubado, mas só de ricos e pobres; e no entanto todos continuavam a ser pobres.
Honesto só tinha havido aquele sujeito; e morrera logo, de fome.


( CALVINO, Italo. Um general na biblioteca, trad. Rosa Freire D’Aguiar.
SP: Companhia das Letras, 2001, pp 31 e 32 )

Parece Brasil, mas foi escrito durante a década de 40, quando o autor estava preso pelo regime facista na Itália.

Money Money Money

pessima dublagem de uma jovem fa do grupo sueco

No Mato o Bicho Pega

primeiro ato da peca teatral de mesmo nome
trabalho de portugues sobre a dengue

mercedes sousa

Graças À Vida
Graças à vida que me deu tanto
Me deu dois olhos que quando os abro
Distinguo perfeitamente o preto do branco
E no alto céu seu fundo estrelado
E nas multidões o homem que eu amo

Graças à vida que me deu tanto
Me deu o ouvido que em todo seu comprimento
Grava noite e dia grilos e canários
Martírios, turbinas, latidos, aguaceiros
E a voz tão terna de meu bem amado

Graças à vida que me deu tanto
Me deu o som e o abecedário
Com ele, as palavras que penso e declaro
Mãe, amigo, irmão
E luz iluminando a rota da alma do que estou amando

Graças à vida que me deu tanto
Me deu a marcha de meus pés cansados
Com eles andei cidades e charcos
Praias e desertos, montanhas e planícies
E a casa sua, sua rua e seu pátio

Graças à vida que me deu tanto
Me deu o coração que agita seu marco
Quando olho o fruto do cérebro humano
Quando olho o bom tão longe do mal
Quando olho o fundo de seus olhos claros

Graças à vida que me deu tanto
Me deu o riso e me deu o pranto
Assim eu distinguo fortuna de quebranto
Os dois materiais que formam meu canto
E o canto de vocês que é o mesmo canto
E o canto de todos que é meu próprio canto

Graças à vida, graças à vida