sexta-feira, 9 de março de 2012

fim

O concerto do cemitério
Finalização e referencia


Devolvera a batuta que pegara emprestada, na noite passada para o corpo em decomposição e há tantos anos permanece intacta, atravessada no coração fora lá encravejada por um outro maestro de um amor amargurado escorraçado e sem razão em sacrifício de sua permanência tão em vão
Chama a de vida e se lá ele...

mais uma

O concerto do cemitério
Parte 4

O concerto do cemitério terminou com a noite;
Voltaram para suas cavernas e casas e tumbas e túmulos,
Sujos de óleo, seus olhos saltavam para fora. Quão tostada estava a sua pele, agora carbonizada pelo fogo.
Lembraste da fumacinha e da quinta sinfonia de Beethoven, tocada em Do maior, (não seria em sol?) Tanto faz, como fez pra quem cadenciou um samba imortal, mas quem sambou agora não foram os alegrados por vossa musica e sim os demais mortos que levantaram se das sepulturas.

seguida obra seguida

O concerto do cemitério
Parte III

Quando os primeiros acordes no apocalíptico, catedralico, monstruoso, majestoso, suntuoso, magnífico, gigantesco, gótico,
Assustador, medieval órgão –Ho Deus meus sentimentos!!...
 E o maestro começou a reger
Cada som. cada instrumento, começaram aparecer
A cada batida era latida pro sopro atender aos destroços, era também a lira de ossos que também tocava bem
O barulho da guitarra, do órgão ou tambor
Da flauta e violino, sax reto ou tenor
Dos pandeiros ao bombardino, do repique aos tamborins
Sentia se calor nos trompetes e bandolins
Era muito fino e delicado o trombone exagerado
As trompas também de ouvidos tocavam se os bumbos
O agogô, a bateria, e o berimbau
O violão, o surdo, ouviu se o clarinete
Ho  Mauá, e na cor do fogo que so faltaste o dragão oriental, se la também de vermelho sangue suas bandeiras e chama da vitória nacional(o vento bem que tentou apagar...)
A viola, a de coxo, encima do valor monetário que virava no quinton
No caixote embaixo: o oboé, o fagote e o baixo
O gato de Nifertiti  saia a tuba, tumba, catacumba
O acordeon e a gaita:o malandro e a sirigaita
E a família dos fones: o xilo, o mega, o vibra, o micro, o sax (de novo) e na escorregada da tiba por ai vai...

segunda

O concerto do cemitério parte II

   As corujas no canto questionavam –Tubos de barco?Cruzes?Velas, mortos e caixões
Criaturas horripilantes dançavam
“Tenebroso concerto”, chegaram a conclusão
Órgãos de mil tubos, alguns fora do corpo
Esparramados pelos cantos a sangrar
Reunidos todos esperando começar
Eles, de medo, aos prantos
Elas, de pavor, desmaivam.

primeira

O concerto do cemitério
Parte I obra de Isabela Taila Biehl

   “Na madrugada, o som que vinha do lado de la....
das trevas
ao natural do órgão catedralico a lua chia, os morcegos e os vermes que se alimentavam de suas carnes podres, as suas almas

De todos os amores, o musical lhe contenha
Arrebatadoramente lhe aterrorizavam.
Seus batuques obrigavam
Esqueletos e fantasmas. O caveira
Na tiba convidavam sus amigos com que tibas tocavam a
Noite.
Sua caixa era de pele humana
Arrancada e preparada com suas garras mortíferas,
Anunciava as pestes da guerra com perfeição
E na festa o sangue era o liquido que pintavam suas bandeiras.
Seu sax,  era de ouro... Derretido de dentes de cadáveres
E tocavam muito bem.
Meu violino era com madeira de caixão, as cordas de tripas,
Naturalmente, humanas, e de cabelos lisos e
Negros era composto o arco.
Minha flauta, de ossos, ossos esses que também sustentavam os bumbos. Ossos esses que também serviam de baquetas.
Mas pra que medo?Suas coreografias não veio de thriller, apesar dos arrastados dos dia.